sexta-feira, 30 de outubro de 2015

PARABÉNS RÁDIO COMUNITÁRIA BACANGA FM! PARABÉNS ANJO DA GUARDA!

Os 47 anos do bairro Anjo da Guarda e os 18 anos da rádio comunitária Bacanga FM serão comemorados nesta sexta-feira, 30, a partir das 16 horas, com diversas atividades culturais.

A concentração acontece no clube Amigos do Vinil, em frente ao Teatro Itapicuraíba, com transmissão da rádio.

Localizados na área Itaqui-Bacanga, um dos maiores conglomerados urbanos de São Luís, a rádio e o bairro Anjo da Guarda são referências em organização popular, teatro, comunicação alternativa e produção cultural.

No Anjo da Guarda é realizado todos os anos o espetáculo da Paixão de Cristo, durante a Semana Santa; e a Romaria do Trabalhador, no 1º de maio. Nas festas juninas e carnavalescas, diversas brincadeiras folclóricas são organizadas por moradores da área Itaqui-Bacanga.

A Bacanga FM é uma referência na organização do movimento de rádios comunitárias no Maranhão. A emissora é coordenada por Luís Augusto da Silva Nascimento, também presidente da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão.

Segundo Nascimento, os 18 anos da emissora e os 47 do Anjo da Guarda significam a consolidação de um processo de resistência e organização popular, em um bairro onde há uma variedade de artistas e produtores culturais, comércio pujante e atrações turísticas nas praias localizadas no entorno da Ponta do Bom Fim.

A área Itaqui-Bacanga é composta por cerca de 40 bairros e abriga o lucrativo Porto do Itaqui, um dos atracadouros mais importantes do mundo.

Para ouvir a rádio comunitária Bacanga FM, clique aqui.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O futuro da radiodifusão no Brasil

O Programa Cidadania, da TV Senado, recebeu como convidado no último dia 13 de outubro, Octavio Pieranti, assessor da Secretaria Executiva do Ministério das Comunicações. Ele falou sobre as perspectivas para a radiodifusão pública no Brasil. Clique no player abaixo para rever o programa:


Intervozes publica cartilha sobre ilegalidades praticadas no rádio e TV. Confira os locais de lançamento em todo o país!

Escrito por: Redação
Fonte: Intervozes

Propriedade de meios por políticos e controle de vários veículos, venda ilegal de espaço na programação, excesso de publicidade e violações de direitos humanos nos programas policialescos são alguns dos problemas presentes no sistema de comunicação brasileiro. Para informar sobre tais práticas e apresentar formas de enfrentá-las, o Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social lança a publicação “Caminhos para a luta pelo direito à comunicação no Brasil – como combater as ilegalidades praticadas no rádio e na TV”.

O estudo apresenta um panorama do setor de radiodifusão, discute os motivos pelos quais as infrações têm sido permitidas e aponta os impactos dessa lógica, como a concentração de poder e a exclusão das maiorias sociais dos espaços midiáticos. Com linguagem simples e ilustrações que ajudam a compreender um assunto abordado frequentemente de forma tecnicista, a publicação debate a regulação da mídia, prática democrática presente na maioria das democracias do mundo, bem como os desafios para sua efetivação no Brasil.

O texto destaca ações exemplares e também instrumentos normativos estabelecidos no país e em tratados internacionais que permitem, desde já, que o Estado rompa com a postura permissiva e cumpra o papel de garantir o interesse público no setor. Em cada seção, são apresentadas as principais regras que tratam dos temas abordados, o que poderá facilitar a ação da sociedade civil e dos órgãos fiscalizadores no combate às violações.

“Caminhos para a luta pelo direito à comunicação no Brasil” será lançada em eventos que integram a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação no Ceará, Paraíba, Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. Como diz o texto, o Intervozes espera, com isso, “fortalecer a luta por mudanças, garantindo informações sobre o tema e ampliando o convite para que você também se aproprie desse debate e defenda o direito à comunicação”.

CLIQUE AQUI para acessar a cartilha em pdf.

Serviço

Lançamentos da cartilha “Caminhos para a luta pelo direito à comunicação no Brasil – como combater as ilegalidades praticadas no rádio e na TV”

Paraíba/João Pessoa
15/10 (quinta-feira)
Seminário pela Democratização da Comunicação
– 16h às 17h: Abertura e mesa-redonda: “O princípio básico é a comunicação!”.
– 17h às 18h – Mesa redonda: “Liberdade de expressão, liberdade de imprensa e liberdade de empresa”.
Local: a confirmar

Ceará/Fortaleza
16/10 (sexta-feira):
– 17h às 22h: #comcultura – feira pela democratização da comunicação
Debates, apresentações artísticas e exposição.
Local: Praça Verde do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura

Bahia/Salvador
17/10 (sábado)
– 16h: Comemoração do Dia Nacional pela Democratização da Comunicação – confraternização e atividades culturais: Mostra Tela Preta; sarau poético; música + Lançamento da Cartilha do Intervozes: “Caminhos para a Luta pelo Direito à Comunicação no Brasil”
Local: Instituto de Mídia Étnica

Distrito Federal/Brasília
19/10 (segunda-feira):
– 19h: Balaiada – Okupa Praça Pública pela Democratização da Comunicação
Balaio Café (CLN 201, bloco B).

São Paulo/São Paulo
19/10 (segunda-feira):
– 19h: As ilegalidades da TV que você não vê! Aula Pública com CineProjeção: lançamento da cartilha do Intervozes – “Caminhos para a luta pelo direito à comunicação no Brasil”
Local: Vão livre do MASP.

Rio de Janeiro/Rio de Janeiro
21/10 (quarta-feira)
-18h30: Roda de conversa ‘Cidade conectada: comunicação e direitos no Rio de Janeiro’
Local: 22º andar do Clube de Engenharia (Av. Rio Branco, 124 – Centro, Rio de Janeiro). Com Comitê Popular da Copa e Olimpíadas, MTST, Fórum da Juventude de Manguinhos e Intervozes.

Câmara relança Frente pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação





Fotos: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

A frente quer que a Câmara analise um projeto de lei de iniciativa popular que proíbe monopólio e a propriedade cruzada dos meios de comunicação no País.

Foi relançada na Câmara dos Deputados a Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação, um movimento que reúne parlamentares de vários partidos com a finalidade de garantir o direito da população à comunicação.

Uma das principais bandeiras do movimento, que conta com o apoio de 271 parlamentares, é regulamentar os artigos da Constituição que tratam do tema.

Iniciativa popular
A frente quer que a Câmara analise um projeto de lei de iniciativa popular que, entre outras medidas, proíbe monopólios e a propriedade cruzada dos meios de comunicação no País. Propriedade cruzada é uma forma de concentração empresarial na qual um mesmo grupo ou família é dono de mais de um tipo de veículo de comunicação, como rádio, televisão e jornal.

A proposta é apoiada por várias entidades da sociedade civil e, para ser protocolada na Câmara, precisa de 1 milhão de assinaturas, que começaram a ser coletadas há quase dois anos.

A coordenadora da frente, deputada Luiza Erundina (PSB-SP), defende o projeto e prevê dificuldades na sua aprovação, principalmente da parte de deputados que são donos de emissoras ou são ligados aos grandes veículos de mídia. "Para eles, é um tabu. Logo alegam que isso é um desrespeito à liberdade de expressão, é censura, está se querendo censurar, mas não é nada disso. Por exemplo, a Argentina já conseguiu aprovar uma lei moderna que estabelece, inclusive, mecanismos de controle da sociedade sobre um bem público, um serviço público."

Limitações
Além de proibir o monopólio no setor, o projeto cria o Conselho Nacional de Comunicação e o Fundo Nacional de Comunicação Pública. Também proíbe políticos de serem donos de emissoras de rádio e TV e impede o aluguel de espaços na grade de programação.

Uma das entidades que apoia o movimento é o Coletivo Brasil de Comunicação Social, o Intervozes. A coordenadora da organização, Bia Barbosa, defende o projeto e a linha de atuação da frente parlamentar. "A liberdade de expressão existe no Brasil, mas ela, infelizmente, ainda não é garantida para o conjunto da sociedade brasileira. Acho que um dos principais desafios que a gente tem para garantir que este direito seja efetivado na prática é democratizar o sistema midiático do Brasil hoje.”

Bia Barbosa acrescentou que o País tem um cenário de bastante concentração da propriedade dos meios de comunicação no Brasil, o que impede o equilíbrio da divulgação da diversidade cultural. “Uma parcela muito significativa da nossa sociedade, toda nossa diversidade cultural, regional, étnica, de gênero, racial, não se sente representada nos grandes meios de comunicação."

A frente também apoia outras propostas, como a defesa dos canais públicos de comunicação e o fim das renovações automáticas de concessões de canais de rádio e TV.

Reportagem - Antonio Vital
Edição – Regina Céli Assumpção

Fonte: Agência Câmara Notícias

terça-feira, 13 de outubro de 2015

FNDC convoca Semana Nacional pela Democratização da Comunicação

Acontece entre 14 e 21 de outubro a Semana Nacional pela Democratização da Comunicação, promovida pelo Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que convoca todas as entidades de luta a se integrarem ao evento com atividades próprias para ampliar a mobilização. A Abraço-MA mais uma vez reforça a importância da luta por uma mídia democrática e lembra que a participação dos cidadãos em todo o país é fundamental.

Até o momento, pelos menos 13 estados de todas as regiões do país já confirmaram participação das atividades. São inúmeras ações previstas, que vão desde panfletagens, debates, audiências púbicas, rodas de conversa, minicursos, oficinas, até intervenções culturais, atos políticos e festas temáticas.
 
O atual cenário político brasileiro, com o aumento da movimentação antipopular que busca quebrar a legalidade democrática, aliado à promoção, por parte dos governos, de medidas de austeridade que afetam as condições de vida da maioria da população, tornam a luta pelo direito à comunicação ainda mais importante se queremos alcançar um projeto justo e democrático para o desenvolvimento do país.

Vale lembrar que menos de dez grupos familiares concentram os principais meios de comunicação no Brasil, numa verdadeiro esquema de monopólios e oligopólios em âmbito regional e nacional. Além disso, 25% dos senadores e 10% dos deputados são donos de concessões de rádio e televisão. O resultado dessa concentração é a restrição do conteúdo transmitido, que acaba expressando somente a vontade dos detentores das concessões de emissoras, deixando de lado os interesses da população.

Por conta desse cenário, é urgente que todos os militantes, ativistas, entidades e movimentos sociais se organizem e realizem atividades em todo o país ao longo da semana para chamar a atenção de todos sobre a importância da atualização do marco legal para as comunicações, que contemple todos os setores da sociedade, com ênfase no apoio e coleta de assinaturas ao Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Mídia Democrática e cobrar do Poder Público medidas imediatas para avançar na garantia e promoção da liberdade de expressão.

Já há um calendário de atividades nacionais em construção com algumas datas já definidas. No dia 15/10 haverá o “Relançamento da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e pelo Direito à Comunicação com Participação Popular”. No dia seguinte (16/10), Ato Nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em defesa do Direito à Comunicação, em São Paulo.

Estão previstas para o domingo (18/10) diversas atividades populares em praças, parques, praias e outros locais públicos. O FNDC orienta que haja pelo menos uma dessas atividades em cada estado ou região, respeitando as possibilidades de data e de acordo com a capacidade organizativa. Informações pelo e-mail secretaria@fndc.org.br.

Confirme presença e espalhe o evento pelas redes:https://www.facebook.com/events/431365810384446/

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

SEMINÁRIO DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS ENCERRA COM AVALIAÇÃO POSITIVA DE RADIALISTAS

Por Ed Wilson Ferreira Araújo

A participação efetiva de radialistas de vários municípios maranhenses marcou o 'Seminário de Rádios Comunitárias’, realizado pelo Governo do Estado, na sexta-feira (25) e no sábado (26). Avaliado como um momento de avanço para a consolidação de uma comunicação mais democrática, o Seminário garantiu, aos participantes, orientações e informações para subsidiar a disputa dos editais de concessão no novo Plano Nacional de Outorgas (PNO).

Durante dois dias, o Seminário contou com mesas de debates e palestras ministradas por técnicos do Ministério das Comunicações e profissionais maranhenses da área, além do painel de abertura ‘Caminhos para uma Comunicação Democrática no Maranhão’, ministrado pelo governador Flávio Dino e o secretário Nacional de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José.

O governador explicou que a realização do evento foi importante para fortalecer a radiodifusão comunitária no Maranhão, dando possibilidade de que rádios que já atuam, quebrando o monopólio midiático, possam adquirir as concessões e serem reconhecidas legalmente. "A democratização dos meios de comunicação é necessária, e o evento ajuda para que os profissionais tenham acesso à informação, meios e caminhos para essa democratização", destacou o governador.

Parcerias

O Seminário foi realizado pelas Secretarias de Assuntos Políticos e Federativos (Seap) e de Comunicação Social (Secom), em parceria com o Ministério das Comunicações e a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço). No centro do debate, o tema ‘Orientações para Novas Outorgas’ envolveu comunicadores populares de 29 municípios maranhenses contemplados no PNO e de mais 11 municípios de integram o Plano de Ação Mais IDH.

O professor de Comunicação Social da Universidade Federal do Maranhão, Ed Wilson Araujo, que é coordenador de formação da Abraço, avalia que o cenário das rádios comunitárias, que durante anos sofreram perseguições, começa a avançar, tendo o diálogo direto - e inédito - com o Governo do Estado e Ministério das Comunicações.

"O cenário das rádios comunitárias no Maranhão, de 1998 para cá, desde a fundação da Abraço, já passou por uma série de momentos. Momento de muita repressão, quando muitas rádios comunitárias eram fechadas pela Polícia Federal e eram objeto de fiscalização da Anatel. Este momento da repressão abrandou um pouco. Estamos vivendo um novo momento de reconstrução, de abertura de parcerias com o Governo do Estado. Pela primeira vez temos aqui executivos do Ministério das Comunicações dialogando com o movimento de rádios comunitárias, para explicar esse momento novo, da redução da burocracia. Todo esse processo é fruto de muita luta", explicou o militante e estudioso do tema.

Atuando em rádios comunitárias há 15 anos, o radialista Neuton César, coordenador de relações institucionais da Abraço, defende que a principal marca deixada pelo Seminário é a possibilidade de diálogo. "O momento é importante porque, primeiro, a gente sai do anonimato e passa a entrar na mesa de diálogo. E, segundo, porque a gente consegue fazer isso sem intermediário e agora dialogamos diretamente com o Governo do Estado e Ministério das Comunicações. Assim, há a quebra das amarras com o coronelismo midiático, e isso é democratização", defendeu o radialista.

Vindo de Maracaçumé, cidade que disputa concessão no PNO, o radialista José de Ribamar Sampaio, o Zequinha Sampaio, relatou que levará todo o conhecimento apreendido e a esperança de dias melhores para as rádios comunitárias locais. "É um momento muito importante, porque aqueles que já não acreditam mais passam a acreditar, ficamos mais otimistas de que esse diálogo vai se concretizar. É uma oportunidade de trabalhar na legalidade", apontou Zequinha.

Representando os profissionais de uma das 11 cidades do Plano de Ações Mais IDH a participar do evento, o radialista Plácido Nascimento, de Pedro do Rosário, relata que é muito frágil a situação da comunicação no município, que enfrenta uma dura realidade. "O nosso objetivo ao participar desse momento é para que as rádios da cidade cumpram seu papel de rádio comunitária, nós queremos fazer a diferença para a população da nossa cidade", destacou Plácido.

Plano Nacional de Outorgas

O Ministério das Comunicações lançou, durante o Seminário, um novo Plano Nacional de Outorgas para emissoras comunitárias e educativas. A intenção é desburocratizar o processo de concessões e aumentar o número de emissoras para garantir que a população tenha maior acesso à comunicação pública.

Ao todo, 761 municípios serão contemplados com rádios comunitárias. Atualmente, as rádios comunitárias estão presentes em 3.781 municípios. O objetivo do plano é ampliar o serviço para 4.277 cidades, o que representa 77% dos municípios brasileiros. Quanto às rádios e TVs educativas, 235 cidades serão beneficiadas - 205 novas outorgas para rádios FM e 30 para TVs com fins exclusivamente educativos.

(Foto: Agência Secom/MA)

     Fotos: Agência Secom

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ministério das Comunicações publica nova Portaria sobre o serviço de radiodifusão comunitária

O processo de outorga de novas rádios comunitárias tende a ser menos burocrático coma redução significativa de documentos que são exigidos pelas entidades durante a seleção. 
 
A novidade foi publicada nesta segunda (21) no portal do Ministério das Comunicações por meio da Portaria nº 4334/2015. Pelas novas regras, para concorrer a uma autorização de rádio comunitária cada interessado vai ter de apresentar apenas 7 documentos - antes, eram 33. Agora não será mais exigida a apresentação de projeto técnico da emissora, o que deve dar celeridade à apresentação de documentos pelas entidades.

Na nova norma, o ministério também regulamenta as situações que configuram vínculo político, religioso, comercial e familiar dos dirigentes das entidades interessadas. Se comprovado o vínculo, o ministério pode indeferir o processo da entidade concorrente a uma outorga de rádio comunitária.

A portaria também permite ao Ministério das Comunicações abrir editais de seleção de rádios comunitárias a qualquer tempo, além dos já previstos no Plano Nacional de Outorgas (PNO). Esses editais para abertura de novas emissoras, no entanto, devem contemplar exclusivamente comunidades tradicionais, como assentamentos rurais, áreas quilombolas e indígenas.

"Essa nova norma vai facilitar para o entendimento dos documentos necessários em um processo de outorga de rádio comunitária. Isso vai resultar em mais rapidez na tramitação dos processos", aponta o coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária, Samir Nobre.

Entidades e radiodifusores executantes do serviço de radiodifusão comunitária poderão esclarecer dúvidas sobre as mudanças nos processos de outorga e pós-outorga pelo email duvidasradcom@comunicacoes.org.br. O ministério também disponibilizará uma cartilha explicativa sobre as mudanças trazidas pela nova portaria e a simplificação dos procedimentos.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Parlamentares infringem a lei e são principais donos de rádio e TV no País

No Brasil, grande parte dos meios de comunicação está sobre controle de políticos, um fenômeno conhecido como “coronelismo eletrônico”. Essa prática, que é proibida pela Constituição Federal, alimenta um sistema de negociações e abuso de poder que é invisível e desconhecida para a maior parte da população. A pesquisa Donos da Mídia, que cruzou informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), entre os anos 1987 e 2008, levantou 271 políticos como sócios ou diretores, direta ou indiretamente, de 324 veículos de comunicação.

A pesquisa também aponta que o coronelismo eletrônico é disseminado em todo o País e adotado pela grande maioria dos partidos. O DEM aparece na lista com o maior número de políticos donos de rádio e TV com 58 parlamentares. Já o PMDB é o segundo do ranking com 48. Vale ressaltar que o PMDB é o partido com o maior número de parlamentares ruralistas – a maior bancada do Congresso Nacional – que defende os interesses dos grandes proprietários de terra e todas as pautas ligadas ao agronegócio. O terceiro da lista é o PSDB com 43 parlamentares.

A doutoranda em Comunicação e Cultura pela UFRJ, Janaine Aires, explica que o coronelismo eletrônico é uma prática antiga que ao longo da história política brasileira assumiu papéis diferentes, mas manteve sempre como característica o caráter clientelar das concessões. E foi no governo Sarney, com Antônio Carlos Magalhães como chefe do Ministério das Comunicações, que houve uma verdadeira “farra” de concessões. Para se ter uma ideia, em 3 anos, foi distribuída mais da metade das concessões outorgadas em 51 anos de radiodifusão no Brasil.

“Convivemos com a atuação parlamentar de radiodifusores, que como é de se imaginar, não votam contra os próprios interesses e impedem a regulamentação das conquistas que a comunicação obteve na Constituinte de 1988. O cenário de concentração política dos meios de comunicação acentua os desequilíbrios entre aqueles que disputam o poder, fortalece o falseamento da representação e coloca os detentores de concessões em posições políticas privilegiadas”, ressalta Janaine.

O controle da mídia por políticos também traz consequências graves para as populações mais vulneráveis como mulheres, jovens e populações tradicionais, que cotidianamente lutam para garantir seus direitos. A integrante do Coletivo Intervozes e comunicadora popular da ASA, Raquel Dantas, conta que todo grupo que enfrenta a negação de direitos está no caminho de grandes interesses e dificilmente as violações sofridas por esses grupos ganharão espaço nos veículos controlados por parlamentares, em especial os de radiodifusão, por onde a maior parte da população tem acesso à informação.

“A negação ao direito à comunicação desses povos é a própria negação da cidadania, pelo processo de invisibilidade que sofrem e pela ausência da informação sobre seus direitos. O impacto também se dá pelo efeito devastador para a multiplicidade cultural e a identidade que caracteriza cada um desses grupos”, ressalta a comunicadora.

Tão absurdo quanto infringir a lei é o modo como as outorgas são aprovadas e renovadas, geralmente com grande facilidade e muitas vezes em sessões esvaziadas e de curta duração. O artigo 54 da Constituição Federal é bem objetivo quanto à proibição de deputados e senadores serem sócios de empresas concessionárias de serviço público, o que inclui canais de rádio e TV.

Polarização política e midiática – Em muitas cidades, a propriedade dos meios de comunicação espelha o universo de disputa política do estado. Em Patos, no Alto Sertão da Paraíba, por exemplo, a disputa ocorre entre os grupos Motta e Sátiro. A atual prefeita, Francisca Motta, é sócia do Sistema Itatuinga de Comunicação e da Rádio Itatiunga FM, juntamente com Nabor Wanderley Filho, ex-prefeito de Patos. Já a Rádio Panati FM pertence ao grupo Sátiro e tem como um dos sócios Múcio Sátiro, ex-deputado federal.

José Anchieta de Assis, que por mais de 15 anos apresentou um programa numa rádio comunitária ligada a Pastoral Social da Diocese de Patos, critica a superficialidade dos conteúdos devido às disputas políticas locais e à falta de autonomia dos meios de comunicação que pertencem a grupos políticos. E isso implica no não estímulo da capacidade crítica das pessoas e impede a manifestação livre dos cidadãos.

“As pessoas, quando se dirigem a uma determinada emissora de um grupo político, ou concorda com o que ele fala ou critica o grupo político adversário. Então os problemas centrais normalmente não aparecem porque fica nessa briga. Eu acho que isso empobrece a comunicação”, lamenta Anchieta, que também integra a coordenação da ASA pelo estado da Paraíba e compõe a equipe da Caasp, uma central de associações de assentamentos do Alto Sertão da Paraíba ligada à ASA.

O caso de Patos e de outras cidades da Paraíba está registrado no artigo “Política no Ar e no Sangue”, de Janaine Aires. As informações fazem parte dos resultados preliminares do projeto “Clientelismo e patrimonialismo nas políticas de comunicação brasileiras: dinâmicas assimétricas de poder e negociação”, do qual Janaine é vice-coordenadora. O projeto é financiado pela Fundação Ford e executado pelo Grupo de Pesquisa em Políticas e Economia da Informação e da Comunicação (PEIC).

A pesquisa, que trará dados inéditos, busca mostrar o caráter sistêmico do coronelismo eletrônico. Isso ajuda a perceber, por exemplo, que essa prática não se resume à posse política de um meio de comunicação, como a maior parte das pessoas pensa. Além disso, de acordo com Janaine, esse olhar sistêmico ajuda a perceber as relações clientares de alto grau de reciprocidade que caracterizam a política brasileira e a fragilidade da distinção entre o público e o privado no Brasil.

Comunicação popular – José de Anchieta trabalhou por mais de 15 anos como apresentador do programa “Caminhos do Sertão”, ligado à Diocese de Patos. Como radialista, procurou sempre atuar como um facilitador da voz do povo. Para ele, as pessoas precisam se reconhecer nos conteúdos abordados, por isso defende que os meios de comunicação valorizem a história e a cultura local. “O programa era recheado de entrevistas, de experiências e de atividades das comunidades, de críticas e de apelos, falar menos e deixar o povo falar mais. Era dessa maneira que a gente se comportava. E foi uma experiência muito positiva enquanto pude estar por lá”, diz Anchieta.

Além dos meios formais de comunicação, como o rádio, Anchieta destaca o trabalho educativo que organizações sociais e redes como a ASA vêm desenvolvendo como uma alternativa à comunicação hegemônica. Como exemplo, ele cita as visitas de intercâmbio, as feiras de economia solidária, as feiras agroecológicas. “Esses são também espaços de partilha de conhecimento e muitas vezes de mudança de mentalidade que precisam ser valorizados.”

Para Raquel Dantas, quanto mais gente produzindo comunicação popular e conseguindo dialogar com o resto da sociedade sobre a informação que não chega para a maioria das pessoas, mais forte será nosso poder de enfrentamento ao discurso homogêneo e tantas vezes violador que os meios produzem. “Incentivar a apropriação do direito à comunicação e fazer com que grupos invisibilizados pelos grandes meios possam produzir suas próprias narrativas é uma estratégia muito importante de enfrentamento”, diz ela.

Informações: www.asabrasil.org.br

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

SEMINÁRIO DE RÁDIOS COMUNITÁRIAS JÁ TEM HOTSITE

Governo lança hotsite do ‘Seminário de Rádios Comunitárias’

O Governo do Estado já disponibiliza no endereço eletrônico www.ma.gov.br/radioscomunitarias todas as informações sobre o ‘Seminário de Rádios Comunitárias’, que acontece nos dias 25 e 26 de setembro. O hotsite servirá, também, para que até o próximo dia 18, as entidades de 29 cidades maranhenses que serão contempladas com novas rádios comunitárias possam se inscrever para o evento.

Em parceria com o Ministério das Comunicações e a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) do Maranhão, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Assuntos Políticos e Federativos (SEAP), realiza o ‘Seminário de Rádios Comunitárias’ com o objetivo de qualificar as entidades que participarão do novo Plano Nacional de Outorgas (PNO) para emissoras comunitárias e educativas.

O seminário, que terá como tema ‘Orientações para Novas Outorgas’, capacitará os comunicadores populares para assegurar que os municípios contemplados no PNO participem da seleção e consigam garantir a abertura de novas emissoras.

Inscrições

As solicitações para participação no ‘Seminário de Rádios Comunitárias’ podem ser feitas até o dia 18 de setembro. Os interessados devem acessar o hotsite www.ma.gov.br/radioscomunitarias e preencher o formulário eletrônico no link inscrições.

Os municípios contemplados para obter outorgas de novos serviços de radiodifusão no Maranhão são: Água Doce, Aldeias Altas, Alto Parnaíba, Amarante, Balsas, Barão de Grajaú, Cajari, Campestre, Codó, Colinas, Grajaú, Itapecuru, Itinga do Maranhão, Lago do Junco, Maracaçumé, Matões, Olho d’Água das Cunhãs, Paço do Lumiar, Penalva, Pio XII, Presidente Juscelino, Sambaíba, Santa Quitéria, Santo Amaro, São João Batista, São Luís, Tasso Fragoso, Timon e Tutóia.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Abertas inscrições para o I Seminário de Rádios Comunitárias

Com o objetivo de qualificar as entidades que participarão do novo Plano Nacional de Outorgas (PNO) para emissoras comunitárias e educativas, o Governo do Estado, em parceria com o Ministério das Comunicações e a Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), do Maranhão, promoverá nos dias 25 e 26 de setembro, o “I Seminário de Rádios Comunitárias”. Ao todo, entidades de 29 cidades maranhenses que serão contempladas com novas rádios comunitárias poderão se inscrever para o evento.

Com o tema ‘Orientações para Novas Outorgas’, o I Seminário de Rádios Comunitárias tem o intuito de capacitar os comunicadores populares para assegurar que os municípios contemplados no PNO participem da seleção e consigam garantir a abertura de novas emissoras. O evento contará com uma série de palestras com técnicos do Ministério das Comunicações, capacitação na área jurídica e apresentações de exemplos sobre o passo a passo para criação de rádios comunitárias.

Juntamente com o PNO, o Ministério das Comunicações também vai explicar a simplificação dos procedimentos para obter a outorga. O número de documentos que deverão ser apresentados para concorrer a uma autorização de rádio comunitária vai diminuir de 33 para apenas sete.

Inscrições
As solicitações para participação no I Seminário de Rádios Comunitárias podem ser feitas até o dia 18 de setembro. Os interessados devem enviar para o email luciana.soares@seap.ma.gov.br, as seguintes informações: nome completo da entidade, telefone, whatsapp, email, cidade e se já houve solicitação para concessão de outorga.

Os municípios contemplados para obter outorgas de novos serviços de radiodifusão no Maranhão são: Água Doce, Aldeias Altas, Alto Parnaíba, Amarante, Balsas, Barão de Grajaú, Cajari, Campestre, Codó, Colinas, Grajaú, Itapecuru, Itinga do Maranhão, Lago do Junco, Maracaçumé, Matões, Olho d’Água das Cunhãs, Paço do Lumiar, Penalva, Pio XII, Presidente Juscelino, Sambaíba, Santa Quitéria, Santo Amaro, São João Batista, São Luís, Tasso Fragoso, Timon e Tutóia.

sábado, 29 de agosto de 2015

Rádios comunitárias cobram menos burocracia e mais apoio

Congresso da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) discute desburocratização e sustentabilidade de emissoras.

Em um momento do país em que a mídia promove de forma irresponsável um quadro de caos econômico e social, representantes de rádios comunitárias de diversas regiões brasileiras se reuniram em Brasília para discutir estratégias que visam fortalecer a comunicação democrática e a atuação dessas emissoras como contraponto à manipulação da informação. Mas os caminhos não são fáceis.

A Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço) realizou seu 8° Congresso nos dias 21, 22 e 23 de agosto. Os percalços que as emissoras enfrentam para apresentar um modelo de comunicação mais plural e democrático foram a linha principal dos debates no evento.

Coordenador da associação até o Congresso, José Sóter, defendeu a necessidade de alterar a regras urgentemente, entre elas, as que tratam da publicidade. Por lei, as emissoras não podem veicular espaço publicitário de forma mais detalhada. "A propaganda da padaria não pode falar que o pão é gostoso, nem seu preço", exemplifica. O único formato permitido é o chamado apoio cultural, pelo qual só se divulga o nome do estabelecimento.

Criminalização

Outro ponto destacado foi a descriminalização do setor que enfrenta regras impostas pela Lei 9612, de 1998, responsável por regulamentar a radiodifusão comunitária no país e dificultar a tramitação dos documentos.

Para a Secretária Nacional de Comunicação da CUT, Rosane Bertotti, é fundamental a prioridade para as rádios comunitárias nas políticas públicas de comunicação, eliminando a burocracia e as restrições impostas atualmente. “O fim da criminalização é fundamental para garantir a anistia aos milhares de comunicadores perseguidos e condenados pelo exercício da liberdade de expressão e do direito à comunicação”, definiu.

Como resposta à pressão da Abraço, o coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações, Samir Nobre, apresentou novas regras, que valerão a partir do Plano Nacional de Outorgas, a ser lançado em breve. Segundo ele, as mudanças representam o início de uma nova relação entre as emissoras e o governo e diminuirão a quantidade de documentos necessários para outorgas.

Conforme já destacado na abertura do Congresso, o controle de veículos de comunicação por políticos e religiosos não está somente no circuito comercial. Ocorre também nas comunitárias. Samir relatou casos em que as autorizações de emissoras não foram renovadas por serem controladas por políticos ou pastores de igrejas, situação que foge dos princípios básicos de radiodifusão comunitária, apontou.

Para José Sóter, as propostas apresentadas representam um avanço, mas não suficientes ainda para desenvolver o setor de forma justa. Um primeiro passo, segundo ele, seria as comunitárias assumirem a manutenção da estrutura da Abraço para que a entidade reforce sua voz. A associação oferece apoio, inclusive jurídico, para que as rádios entrem no ar sem receber nada por isso.

Segundo o dirigente, o financiamento é ponto crítico. “Com cinco mil rádios no ar graças à atuação da Abraço, é hora das emissoras assumirem o protagonismo da entidade. Mas para isso a captação de recursos deve avançar. Seja por meio do espaço publicitário, seja por meio de recursos públicos. Se tem recurso para salvar banco de quebradeira, nós queremos benefícios também”.

Outro ponto que Sóter questiona é a exigência da representatividade. Para que a autorização seja concedida, é necessário que a associação apresente uma lista de assinaturas, a chamada lista de apoio. José Sóter explica que o correto é verificar o quadro de associados da entidade que pleiteia a autorização. “Fica fácil para igrejas, por exemplo, passarem uma lista em seus cultos ou qualquer um ir até um local público e colher assinaturas, aleatoriamente”, explica.

Diálogo

Para que as questões que envolvem o relacionamento entre poder público e comunitárias avancem, um dos caminhos é a "participação social", defendeu o secretário nacional de participação social da Presidência da República, Renato Simões. “Rádios comunitárias são parte da política de participação social e o governo tem como prioridade a participação por intermédio de meios digitais. O Congresso da Abraço é o espaço para uma reflexão sobre novos passos a serem dados no futuro, com a atuação das comunitárias”, afirmou.

O que vai ao ar – O encontro tratou ainda da produção do conteúdo. A ideia defendida pelos participantes foi a criação de uma rede a partir da qual o material seria compartilhado pelas emissoras não necessariamente sendo veiculados nos mesmos horários, mas estabelecendo uma linguagem comum às comunitárias.

Essa seria uma forma de driblar a falta de orçamento ou dificuldades técnicas e de equipe para produção de reportagens. A proposta é utilizar material público e de outras entidades como CUT, TVT, EBC, Ministérios da Educação e da Cultura, entre outras fontes.

América latina

As dificuldades enfrentadas no Brasil não são muito diferentes daqueles que as comunitárias de outros países da América Latina enfrentam, Isso ficou evidente na intervenção do jornalista Beto Almeida, conselheiro da Telesur, rede de televisão pública multiestatal.

Ele apresentou casos em que as comunitárias exercem um papel importante em processos democráticos, como a cobertura alternativa de processos eleitorais em países como Venezuela, Bolívia e Equador.

Beto Almeida ainda citou a questão do financiamento como fator fundamental para a sobrevivência das comunitárias: “A Veja tem 14 páginas de patrocínio da Petrobrás, ou seja, dinheiro público. Com o valor investido em uma publicação como essa, que ‘avacalha’ com o governo, muitas comunitárias poderia ter sua produção incrementada, em prol de uma comunicação mais democrática e plural”.

Mulheres nas rádios comunitárias

Outro momento de destaque do Congresso foi o 2° Encontro do Coletivo de Mulheres da Abraço. Com o objetivo de debater e fortalecer a atuação das mulheres na gestão das emissoras, o encontro contou com a participação de Rose Scalabrin, secretária de articulação institucional e ações temáticas da Secretaria de Políticas para Mulheres da Presidência da República. Em sua apresentação, ela afirmou que "a participação das mulheres na política deve começar na própria comunidade". Ressaltou que uma Reforma Política que acabe com o financiamento privado de campanha é o caminho mais curto para o empoderamento das mulheres. Ela citoui que o "perfil masculino" de candidatos é o preferido dos financiadores de candidatos.

Escrito por: André Accarini
Fonte: CUT

terça-feira, 18 de agosto de 2015

VIII Congresso Nacional de Rádios Comunitárias da Abraço nos dias 21, 22 e 23 de agosto


Há 19 anos as rádios livres, populares e piratas do Brasil se reuniram e criaram a Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária). Durante esses anos a entidade cresceu e se enraizou em todos os estados da Federação, enfrentando o monopólio da mídia e inúmeras dificuldades. Foram realizados sete congressos nacionais, dezenas de encontros e congressos estaduais, e através disso, a entidade conseguiu poucos, mas significativos avanços após a Lei 9612/98. Lutando contra novos desafios e ainda trazendo velhas lutas, a Abraço realiza nos dias 21, 22 e 23 o seu VIII Congresso em Brasília, no Hotel Nacional.

De acordo com o coordenador da Abraço Nacional, José Sóter, não será possível realizar um congresso maior que o anterior, quando participaram cerca de 500 delegados. “Esperamos que os cerca de 150 delegados que virão a Brasília possam sair daqui com as forças renovadas e uma pauta de atuação e fortalecimento da entidade, onde ela estiver enfrentando dificuldades. Será um congresso mais enxuto, mas muito importante para o futuro das rádios comunitárias do Brasil”, relata o dirigente.

Os tópicos de discussão se distribuirão em três momentos: o debate sobre os desafios da democratização da comunicação no Brasil; o II Encontro de Mulheres da Abraço, buscando o empoderamento feminino, e a eleição de uma nova e renovada Direção Executiva Nacional para o próximo triênio. O evento contará na abertura, com as entidades e seus representantes: FNDC – Rosane Bertotti, FITERT – José Antônio, FENAJ – José Carlos Tavares, FRENTECOM – Luiza Erundina, MINICOM – Ricardo Berzoini, SECOM-PR – Edinho Silva. Haverá também, as participações do senador Donizeti Nogueira (PCdoB ) e da deputada Luciana Santos.  No segundo dia, o congresso recebe os palestrantes: Emiliano José – Secretário de Comunicação Eletrônica – MC, Beto Almeida – TV Sur, Renato Simões – SG-PR, representante da ONU Mulheres e da Secretaria de Políticas para as Mulheres/PR.

José Sóter afirma que apesar de viver um momento novo, de renovações de outorgas, a radiodifusão comunitária continua com uma lei restritiva e o problema de sustentabilidade emperrada na burocracia legal. O congresso será aberto à participação de interessados no tema Radiodifusão Comunitária. O credenciamento é limitado e começa a ser feito no dia 22 e local do evento, a partir das 15h.

Homenagem ao baluarte da comunicação comunitária potiguar, Hugo Tavares Dutra.

O VIII Congresso da Abraço é dedicado ao radialista potiguar, Hugo Tavares, que faleceu no dia 1º de julho deste ano.  Como militante ativo da Radiodifusão Comunitária, Hugo fundou a ABRAÇO POTIGUAR – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Rio Grande do Norte – afim de fortalecer as rádios comunitárias do Estado; e idealizou também a Associação Rádio Comunitária Santa Rita, destinando boa parte de sua vida a comunicação e a usá-la para contribuir com a sociedade.

O coordenador da Abraço Nacional José Sóter, considera Hugo Tavares Dutra, um grande guerreiro. Ele se sensibilizou para a necessidade de buscar a organização das rádios no Rio Grande do Norte para se fortalecerem e participou com muita garra desse processo, tanto na administração da Rádio Comunitária que ele ajudou a criar em Santa Cruz, como promovendo o debate em todas as regiões do estado para mobilizar e organizar as emissoras da região. Recentemente, infelizmente o perdemos para o câncer. Por isso a Direção Nacional da Abraço resolveu fazer esta homenagem, lembrando a todos e todas que pereceram nessa caminhada”, ressalta Sóter.

O radialista Hugo Tavares foi também um grande incentivador e defensor da cultura santacruzense. Apaixonado pela cultura, arte e poesia, escreveu diversos cordéis e gravou algumas músicas de sua autoria.

Serviço

VIII Congresso da Abraço Nacional – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária



Data: 21, 22 e 23 de agosto

Local: Hotel Nacional – Setor Hoteleiro Sul, Quadra 01, Bloco A – Asa Sul, Brasília – DF.



Programação

DIA 21 DE AGOSTO DE 2015
     A partir das 15 horas– credenciamento;
     19 horas – abertura:

FNDC – Rosane Bertotti

FITERT – JOSÉ ANTÔNIO

FENAJ – JOSÉ CARLOS TORVES

FENTECOM – LUIZA ERUNDINA

MINICOM – RICARDO BERZOINI

SECOM-PR – EDINHO SILVA

Senador Donizeti Nogueira – confirmado

PCdoB – Dep. Luciana Santos

    Atrações culturais

DIA 22 DE AGOSTO

    08 horas – “As rádios comunitárias e os desafio da democratização da comunicação no Brasil” – José Sóter – Coordenador Executivo da Abraço; Senador Walter Pinheiro
    09 horas – “Plano Nacional de Outorgas e o fortalecimento das Radcom no Brasil” – Emiliano José – Secretário de Comunicação Eletrônica – MC
    10 horas – “As rádios comunitárias na América Latina como fator de integração cultural e política” – Beto Almeida – TV Sur confirmado
    11 horas – “Rede Nacional de Rádios Comunitárias: produção e distribuição de conteúdos” – José Sóter
    13 horas – Atendimento pelas equipes do MiniCom e da Secom
    Participação Social por meio das Rádios Comunitárias
    Renato Simões – Secretário Nacional de participação social.
    16 horas – “Plenária Estatutária”
    19 horas – II ENCONTRO NACIONAL DE MULHERES DA ABRAÇO

“O empoderamento da Mulher na comunidade por meio da participação política” – Representante do Coletivo de Mulheres da Abraço, Ministra Eleonora Menicucci, da SPM/PR e Nadine Gasman, Representante da Onu Mulheres no Brasil;

21 horas – eleição da Coordenação do Coletivo Nacional de Mulheres da Abraço

DIA 23 DE AGOSTO

    8 horas  – PLENÁRIA ESTATUTÁRIA – Aprovação do novo estatuto
    9 horas – instalação da Comissão Eleitoral e inicio do processo para a eleição da nova Direção Executiva Nacional, Conselho Fiscal e Comissão de Ética
    12 horas – Encerramento e posse da nova direção.

sábado, 18 de julho de 2015

MiniCom debate direito à comunicação com rádios comunitárias no Maranhão

O novo Plano Nacional de Outorgas para rádios comunitárias e educativas foi tema de um debate promovido pelo Governo do Maranhão na última sexta-feira (17). Com a participação de representantes do Ministério das Comunicações, do governo estadual e da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias (Abraço), o encontro discutiu formas de assegurar que os municípios contemplados no PNO participem da seleção e consigam garantir a abertura de novas emissoras.

O Plano Nacional de Outorgas do MiniCom vai autorizar novas rádios comunitárias para 699 cidades de todo o Brasil. A previsão é de que o primeiro edital de seleção seja divulgado em agosto. O Governo do Maranhão quer trabalhar junto com o Governo Federal para oferecer formação aos comunicadores populares e apoiar por meio de seminários de capacitação os municípios. O novo PNO vai beneficiar 29 cidades maranhenses.

Juntamente com o PNO, o Ministério das Comunicações também vai simplificar os procedimentos para obter a outorga. O número de documentos que deverão ser apresentados para concorrer a uma autorização de rádio comunitária vai diminuir de 33 para apenas 7.

Durante o encontro, o diretor de Acompanhamento e Avaliação do MiniCom, Adolpho Loyola, explicou que, com as novas regras, o processo de autorização para o funcionamento de uma nova rádio comunitária será reduzido de dois anos, em média, para seis meses. “Para que se garanta a pluralidade, é preciso haver a máxima dispersão das emissoras. Isso dá a possibilidade de a sociedade se manifestar, falar e ser ouvida”, afirmou.



Informações: Ministério das Comunicações

quinta-feira, 16 de julho de 2015

MiniCom divulga a lista de cidades contempladas no Plano Nacional de Outorgas para rádios comunitárias

O Ministério das Comunicações divulgou nessa quarta-feira (15/7) a lista de municípios contemplados no Plano Nacional de Outorgas para rádios comunitárias e rádios FM e TVs com fins exclusivamente educativos. São 699 cidades que vão receber outorgas de radcom e 235 localidades atendidas com rádios e TVs educativas.

As datas de lançamento dos editais de concorrência vão ser anunciadas em agosto. Dentro do PNO também vão ser adotadas novas regras que vão facilitar a participação das entidades ao exigir menos documentos e agilizar as etapas de análise dos processos.

Os critérios seguidos para a escolha dos municípios atendidos com rádios comunitárias foram os cadastros de demonstração de interesse enviados pelas entidades ao Ministério das Comunicações, a chamada demanda reprimida. Já para as outorgas educativas foram levados em conta as demonstrações de interesse, a disponibilidade de canais de FM ou TV na cidade e a presença de instituições de ensino superior públicas.

Clique aqui para ver a lista de cidades que vão receber outorgas de radcom.

terça-feira, 14 de julho de 2015

MiniCom anuncia Plano Nacional de Outorgas para rádios comunitárias em 699 municípios

Após apresentar os itens que irão facilitar as habilitações para radiodifusão comunitária junto ao Ministério das Comunicações, o Grupo de Trabalho de Desburocratização, anunciou o novo Plano Nacional de Outorgas. O lançamento será em agosto, e contemplará 699 municípios em todo o Brasil.

O Plano Nacional de Outorgas traz um cronograma com a previsão de lançamento dos editais de seleção pública, que abrem a concorrência entre as entidades interessadas em prestar o serviço em cada cidade. A estimativa do MiniCom é apresentar a relação completa com os municípios contemplados e as datas de lançamento dos editais a partir desta quarta-feira (15).

O PNO de radiodifusão comunitária vai contemplar 496 municípios brasileiros que ainda não possuem nenhuma rádio autorizada e outras 203 cidades que já contam com pelo menos uma emissora. Atualmente, as rádios comunitárias estão presentes em 3.781 municípios. O objetivo com esse novo plano é ampliar o serviço para 4.277 cidades, o que representa 76,7% das localidades brasileiras.

Para o secretário de Comunicação Eletrônica do MiniCom, Emiliano José, o lançamento do PNO é um avanço na garantia ao direito à comunicação. “Para que se garanta a pluralidade, é preciso haver a máxima dispersão das emissoras. Isso dá a possibilidade de a sociedade se manifestar, falar e ser ouvida”, disse.

A definição sobre quais municípios são incluídos no PNO é feita com base na demanda reprimida, ou seja, nas solicitações para abertura de novas emissoras que chegam até o ministério.

Já o Plano Nacional de Outorgas para emissoras educativas vai abranger 235 municípios. Serão 205 novas outorgas para rádios FM e 30 para TVs com fins exclusivamente educativos. O PNO vai garantir um aumento expressivo no número de emissoras que prestam esse tipo serviço. Até hoje, o MiniCom já concedeu 716 outorgas de educativas, 508 rádios FM e 208 TVs. A intenção é chegar a 951 outorgas em todo o país.

Desburocratização

Juntamente com o PNO, o Ministério das Comunicações também vai simplificar os procedimentos para os interessados em obter outorgas para os serviços de radiodifusão. O número de documentos que deverão ser apresentados e as etapas de análise dos processos vão ser reduzidos de forma significativa.

Pelas novas regras, que serão detalhadas em agosto, o número de documentos que as entidades deverão apresentar para concorrer a uma outorga de rádio comunitária vai diminuir de 33 para apenas 7. No caso das emissoras educativas, a relação de documentos também será simplificada e vai cair dos atuais 18 para 8, menos da metade. A iniciativa é resultado das propostas do Grupo de Trabalho de Desburocratização de outorgas lançado no início do ano.

De acordo com o secretário-executivo do MiniCom, Luiz Azevedo, a iniciativa vai facilitar a análise dos processos e a concessão dos serviços. “Nós temos em torno de 80% de todos os pedidos de rádios comunitárias que acabam não se efetivando por causa de exigência de documentação. Nós temos certeza que com essas novas medidas vamos fazer o resultado ser o inverso, que mais de 80% dos pedidos sejam aprovados”, afirma.

A Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) esteve presente no lançamento do PNO com os coordenadores: Inês Fortes (Santa Catarina), Jairo Bispo dos Santos (Bahia), Joaquim Goulart e Jonas Rudeghiro (Rio Grande do Sul), Divino Cândido e João Moreno (Distrito Federal).


Com informações do Ministério das Comunicações

terça-feira, 16 de junho de 2015

Regulamentação da mídia em debate

O apresentador Lalo Leal recebeu no Ver TV do dia 26 de março especialistas para discutir os principais pontos que podem integrar um marco regulatório na área de comunicação e a polêmica em torno do assunto.

Aqueles que defendem a nova legislação almejam maior democratização da mídia. Isso significa aumentar a diversidade de conteúdos, produzidos em diferentes regiões do país, além de estimular a participação da sociedade nos meios de comunicação.

O programa recebeu o pesquisador e jornalista Venício Lima, professor da Universidade de Brasília (UnB), a deputada federal Luciana Santos (PCdoB-PE) e o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José, que foi deputado federal pelo PT e é professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia.

Os especialistas discutiram a importância dos artigos da Constituição que preveem a regionalização do conteúdo e a complementaridade dos sistemas público, estatal e privado de comunicação.
"Por que no Brasil, ao contrário dos países da América Latina e democracias liberais consolidadas, o debate da democratização da comunicação não avança?", questiona-se o sociólogo Venício Lima, que escreve para os sites Observatório da Imprensa, Carta Maior e Teoria e Debate. "Mesmos países como a Inglaterra e os Estados Unidos têm regulação dos meios de comunicação", acrescenta.
A deputada Luciana Santos foi relatora de um projeto que regulamenta o direito de resposta dos meios de comunicação. No programa, a parlamentar rebateu críticas que associam um possível marco regulatório da comunicação a uma forma de proteger os políticos da mídia. "O que existe hoje nos meios de comunicação não se resume a ataques à política, mas ao cidadão também."
"No Brasil, concorre-se ao parlamento ao lado de um cidadão que possui uma emissora de televisão ou de rádio", destaca o jornalista. "É por isso que todos os que lutam pela democracia vão continuar insistindo na regulamentação, que pode nos propiciar uma mídia bem mais democrática", conclui.

Assista também vídeos exclusivos para web:



Apresentador / Editor Chefe: Lalo Leal
Direção de Estúdio: Pola Galé
Pesquisa e Pauta: Renato Fanti
Produção Executiva: Vitor Chambon
Gerente de Produção: Aline Penna

“Rádios comunitárias devem expressar diversidade brasileira”, diz secretário


Brasília, 15/06/2015 - O secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José, defendeu, nesta segunda-feira (15), durante um seminário realizado na Assembleia Legislativa de Sergipe, a participação de militantes políticos e religiosos em rádios comunitárias. "Eles não podem dirigir a rádio, mas podem e devem participar de debates, apresentar programas. Essa é a nossa posição. Democratizar significa também respeitar a diversidade cultural, ideológica e política do povo brasileiro. As rádios comunitárias devem ser expressão dessa diversidade", argumentou. Emiliano José afirmou que o serviço de rádio comunitária é uma prioridade da atual gestão do Ministério das Comunicações. Entre as ações em andamento, o secretário mencionou a desburocratização dos processos. "Nós queremos diminuir o número de documentos solicitados para autorizar o funcionamento de uma rádio comunitária. Há algumas informações que nós mesmos podemos conseguir e não precisamos pedir aos cidadãos, que às vezes têm mais dificuldades para ter acesso", explicou. O secretário destacou, também, a importância da descriminalização das rádios comunitárias. "Nós precisamos enfrentar esse problema e estamos conversando com a Anatel para diminuir o fechamento das emissoras. Infelizmente, não basta um gesto de vontade do Ministério das Comunicações. Nós precisamos de medidas legislativas que assegurem a descriminalização das rádios comunitárias." Atualmente, a operação de uma emissora comunitária irregular é punida com detenção de um a seis meses. O crime é previsto no artigo 70 do Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962. Promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, o seminário teve o intuito de divulgar a política desenvolvida pelo MiniCom e também de esclarecer dúvidas dos radiodifusores do Estado.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

ABRAÇO-MA PARTICIPA DO PROGRAMA TIMBIRA DEBATE

O coordenador de Formação da Abraço-MA, Ed Wilson Araújo, foi um dos participantes convidados do Timbira Debate desta quarta-feira (27). O programa que foi ar ar entre onze horas e meio-dia tratou do tema ''Comunicação Pública''. Abaixo segue o link onde você pode ouvir a reprise do programa.

I Prêmio Jornalismo Cidadão – Radiotube 2015

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Comunicação e direitos humanos são temas de Prêmio de Jornalismo


Jornalismo, cidadania, direitos humanos e informação em rede.  Quatro pilares que sustentam e mobilizam comunicadores de todo país para o I Prêmio Jornalismo Cidadão – Radiotube 2015.

Realizado pela ONG Criar Brasil, com patrocínio da Petrobras através do Programa Petrobras Socioambiental, o prêmio contemplará produções em áudio e vídeo que abordem temas ligados à comunicação e aos direitos humanos. As inscrições estão abertas para comunicadores e comunicadoras de todo o país e também para produções em espanhol.

Ao todo, serão selecionadas três produções de áudio e três de vídeo, em português, e uma produção radiofônica em espanhol. Além da premiação em dinheiro, os vencedores também participarão de uma cerimônia no Rio de Janeiro para entrega dos prêmios. 

As inscrições para o Primeiro Prêmio de Jornalismo Cidadão do Projeto Radiotube podem ser feitas até o dia 08 de maio. O regulamento do concurso e a ficha de inscrição estão disponíveis na página da ONG Criar Brasil: www.criarbrasil.org.br


sábado, 11 de abril de 2015

Ministério das Comunicações quer desburocratizar processos de outorga de radiodifusão


O Ministério das Comunicações pretende diminuir as dificuldades das emissoras de radiodifusão em conseguir concessões perante o órgão. O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoni estabeleceu a criação do Grupo de Trabalho de Desburocratização e Simplificação dos Processos de Outorga e Pós-Outorga de Serviços de Radiodifusão (GTDS). A Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) recebeu um ofício do ministério, ressaltando as atribuições e principais finalidades do grupo. 

O coordenador executivo da Abraço Nacional, José Sóter, afirma que o GTDS é um grupo de trabalho que irá estudar os procedimentos que são aplicados na burocracia para concessão de outorgas de radiodifusão, visando simplificar e desburocratizar o processo. “Para as rádios comunitárias, é importante que se faça este estudo, porque o manual da Radiodifusão Comunitária, publicado pelo Ministério das Comunicações, é um livro bastante extenso. Ele tem muitos procedimentos, exigências e regulamentos para a comunidade que deseja montar sua rádio comunitária. Várias regras do manual não contemplam a Lei 9.612”, diz o professor.

De acordo com o representante das Rádios Comunitárias no GTDS, foram os técnicos, ou, os “burocratas” do próprio Ministério das Comunicações, que criaram os filtros para dificultar o acesso das comunidades às outorgas. “Nós, da Abraço, acreditamos que temos propostas e contribuições a fazermos para que haja esta simplificação. E que a Lei 9.612 seja atendida, não no sentido de dificultar a vida do radialista comunitário, mas para facilitar, e contribuir para o aperfeiçoamento do serviço”, conclui José Sòter. 

Fonte: Agência Abraço

Radiadialistas comunitários têm até 30 de junho para se cadastrar no SEI

Os radialistas comunitários têm até o dia 30 de junho para se cadastrarem no Sistema Eletrônico de Informações (SEI) do Ministério das Comunicações. 

Quem não fizer a inscrição neste prazo poderá ter seus processos arquivados pelo Ministério das Comunicações. 

>>> Veja o vídeo sobre o SEI

O sistema é seguro, ágil e fácil de utilizar. A inscrição desburocratiza processos, eliminando a necessidade de envio de documentos pelos Correios e de deslocamento de representantes até o ministério. 

Para se cadastrar no SEI é necessário acessar o site do Ministério das Comunicações:http://www.comunicacoes.gov.br/sei 

Dúvidas sobre o sistema podem ser tiradas pelo e-mail: ouvidoria@comunicacoes.gov.br 

Não deixe para depois! Cadastre-se já! 

Fonte: Agência Abraço

COMUNICADOR É CONDENADO A DOIS ANOS DE PRISÃO POR MANTER RÁDIO COMUNITÁRIA NO INTERIOR DA BAHIA

A batalha da Rádio Comunitária Livre Coité FM para permanecer no ar no município de Conceição do Coité , na Bahia, ganhou um novo capítulo. Um dos responsáveis pela emissora, o radialista Zacarias de Almeida Silva, conhecido como Piter Junior, foi condenado pela Primeira Vara de Subseção Judiciária de Feira de Santana a dois anos de prisão e ao pagamento de dez mil reais por explorar a atividade de radiodifusão ilegalmente. A sentença foi assinada pela juíza federal Karin Almeida Weh de Medeiros no dia seis de março com base no artigo 183 da lei 9472/97, que prevê sanções penais para quem desenvolver clandestinamente atividades de telecomunicações. A ação judicial foi movida pelo Ministério Público Federal (MPF) e baseada num inquérito de 2010 em que a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) acusou a Rádio Coité FM de não possuir autorização legal para funcionar. Na época, Piter Júnior era o presidente e responsável pela emissora e acabou sendo denunciado e incriminado. A Rádio Coité FM surgiu em 1998 com o apoio do Movimento de Organização Comunitária (MOC) de Feira de Santana. Junto com a Coité, outras catorze cidades da região também receberam o suporte de equipamento para desenvolver projetos de radialismo. Segundo Piter, atualmente todas as emissoras conquistaram a outorga para o funcionamento, apenas Coité continua com o processo indeferido pelo Ministério das Comunicações (MiniCom). A rádio já teve quatro transmissores apreendidos pela ANATEL ao longo de dezessete anos de trabalho. Em entrevista à Pulsar Brasil, Piter destaca que a rádio persiste diante dos problemas por conta do apoio da comunidade. De acordo com o comunicador, desde o início a população se mobilizou para manter a rádio no ar. Piter diz que tanto o segundo, quanto o terceiro transmissor, foram comprados com o dinheiro de rifas comunitárias. Defender a pluralidade de vozes e a democracia nas ondas sonoras são os objetivos da emissora. Para o radialista é lamentável que mesmo a rádio tendo o trabalho reconhecido pela Prefeitura, Câmara Municipal e entidades sindicais tenha o seu futuro decidido por uma pessoa que desconhece o contexto social ao qual o veículo está inserido. A ONG Artigo 19, que acompanha o caso da Rádio Coité FM, entrou com recurso no Ministério das Comunicações e um advogado do município está auxiliando Piter na contestação da sentença. Enquanto o processo corre na justiça e a morosidade e ineficiência do MiniCom impedem a regularização da emissora, o povo coiteense manifesta solidariedade e apoio para que a Rádio Coité FM continue no ar mesmo diante de uma condenação criminal. Fonte: Agência Pulsar Brasil

quinta-feira, 19 de março de 2015

Abraço reinicia diálogo sobre radiodifusão comunitária com Ministério das Comunicações


A Abraço Nacional (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) reiniciou diálogo com o Ministério das Comunicações para o fortalecimento do setor no Brasil. Em Assembleia Geral Ordinária, realizada no dia 14 de março, representantes da entidade em todo o país estiveram em Brasília para definir ações para o ano de 2015. Na tarde de segunda-feira (16/3), os comunicadores entregaram ao ministro das comunicações, Ricardo Berzoni, uma pauta de reivindicações a favor das rádios comunitárias. 

No documento, a Abraço, que está presente em todo o território nacional, ressaltou sua história de luta pela democratização dos meios de comunicações no Brasil. A associação criada em 1996 para organizar o movimento pela regulação do serviço de radiodifusão comunitária, participou ativamente de notáveis ações pela liberdade de expressão e direito à informação. 

O coordenador executivo da Abraço Nacional, José Sóter, espera que o ministro Ricardo Berzoni convoque a entidade para um diálogo em prol do fortalecimento e o avanço da radiodifusão comunitária. “O mote do ministro Ricardo Berzoni é o reestabelecimento de diálogo para ouvir a sociedade. Como a Abraço é a principal representante das rádios comunitárias, esperamos ser chamados para conversar sobre os pontos básicos do serviço, nesta relação com o Governo Federal. Principalmente a partir do acordo que foi firmado pelo governo Lula e pela carta de intenções da candidata Dilma no processo eleitoral da sua reeleição. A expectativa é que ao tomar conhecimento desta movimentação das rádios comunitárias através da Abraço, o ministro nos convoque para uma conversa”, afirmou Sóter.

A entidade se colocou à disposição do ministério para fortalecer o diálogo necessário para atender as demandas da radiodifusão comunitária e lembrou ao ministro, dois importantes momentos da sua história: o acordo assinado pelo Governo Lula, após massiva participação das rádios comunitárias na 1ª CONFECOM; e a Carta de Apoio Institucional da entidade à candidatura da Presidente Dilma Rousseff, solicitando que sejam vistos como ponto de partida para uma construção republicana.

A Abraço participou de várias lutas que a credenciaram como a principal representante das rádios comunitárias, mesmo com o governo, nesse período, tendo dificultado a sobrevivência das emissoras o máximo possível.

Veja abaixo, a participação ativa da Abraço Nacional em algumas conquistas, ao longo de 18 anos:

– da aprovação da Lei 9612/98;

– da organização das Abraços estaduais;

– da disseminação do direito ao serviço em todo o pais;

– da rearticulação do FNDC; 

– da digitalização da TV;

– da implantação da radiodifusão publica (EBC, TV Brasil…);

– do debate da digitalização do rádio;

– da realização da I Confecom;

– da luta pela democratização da comunicação;

– pela universalização da Banda Larga;

– pela recriação da Telebrás;

– pela inclusão das rádios comunitárias como provedoras comunitárias de internet;

– da criação dos canais comunitários na TV a cabo;

– da criação dos pontos de cultura;

– da regionalização da produção cultural, artística e jornalística;

– pela reformulação da lei 9612/98 atendendo as necessidades do fortalecimento das rádios comunitárias;

– pela criação de um fundo para o desenvolvimento da radiodifusão comunitária;

– pela aplicação do artigo 20 da Lei 9612/98;

– pela interlocução permanente com o governo na defesa dos interesses das rádios comunitárias;

– pela eleição e reeleição do Presidente Lula;

– pela eleição e reeleição da presidente Dilma.

Fonte: Agência Abraço 

Abraço emite nota pública em defesa da democracia

Em Assembleia Geral Ordinária, no dia 14 de março, a Abraço Nacional – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, emitiu nota pública em defesa da democracia. A entidade, que tem quase vinte anos de luta pela democratização da comunicação no Brasil, manifestou-se totalmente contra qualquer tipo de ruptura no processo de construção da democracia no Brasil. Leia abaixo, a nota na íntegra:
Nota Pública
A Abraço Nacional – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária, vem a público manifestar-se terminantemente contra toda e qualquer tentativa de ruptura no processo de construção da DEMOCRACIA no Brasil, repudiar as manifestações contra as instituições democráticas construídas na história recente pós ditadura militar e conclamar todas as emissoras comunitárias do país envolvidas com a luta da democratização da comunicação para cerrar fileiras na defesa de uma ampla reforma política, da regulação da mídia, do fortalecimento dos meios não comerciais de comunicação, contra qualquer ação golpista e em defesa da DEMOCRACIA.

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA
Brasília, 14 de março de 2015

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Minicom define novo prazo para recebimento pelo sistema eletrônico de novas procurações em meio físico

Brasília, 13/02/2014 – O Ministério das Comunicações publicou hoje, no Diário Oficial, a Portaria 790, alterando as Portarias 4124 e 89, ambas de 2014, que estabelecem os procedimentos de gestão de documentos, processos e arquivos pelo Sistema Eletrônico de Informações (SEI).
O prazo para recebimento de procurações em meio físico foi adiado para o dia 30 de junho. Assim, a partir de 1º de julho de 2015, o MiniCom só admitirá novas procurações concedidas por meio do SEI.
Também foi alterado o prazo para recebimento em meio físico de documentos referentes à radiodifusão e ao Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Comunicações (Funttel), passando de 13 de fevereiro para 30 de junho de 2015.
Outra modificação é a que, a partir de agora, diante da impossibilidade de envio de arquivo por peticionamento eletrônico, em razão de ultrapassar a capacidade máxima de carregamento indicada no sistema, o usuário poderá efetuar a entrega em CD, DVD, ou dispositivos como o pen-drive, no Protocolo Geral. Para isso, no entanto, é necessário autorização prévia da área responsável do MiniCom, por meio de comunicação oficial.
A Portaria inclui ainda dois itens na lista situações em que se pode apresentar documentos em meio físico: os referentes as comunicações de beneficiários de programas de inclusão digital e o registro de denúncias anônimas junto à ouvidoria do ministério.

Fonte: Minicom

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Rádio muda na forma de transmissão, mas continua sendo fundamental à sociedade, diz professor

Por Daniel Mello
Edição: Graça Adjuto

São Paulo – Mais de 100 anos após sua invenção, o rádio está mudando principalmente a forma de transmissão, mas continua tendo papel fundamental na sociedade, segundo o professor de jornalismo radiofônico da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Juliano Maurício de Carvalho. “Diferentemente dos demais suportes - vídeo, texto normal ou texto interativo para internet - o rádio é o único suporte, a única linguagem que vai conviver melhor com o indivíduo da mídia contemporânea. Exatamente por essa capacidade de o indivíduo poder ouvir e desenvolver outras atividades” disse Carvalho em entrevista à Agência Brasil.

Segundo ele, o perfil do rádio, no entanto, está se adaptando às novas formas de veiculação. “Muda o perfil do suporte, muda a maneira como nós estamos produzindo rádio. Hoje, por exemplo, a audiência que existe para produtos como podcast [recurso para veiculação de áudio na internet] é, na verdade, um dos formatos pelo qual vai ser transmitido o rádio. Porque você continua utilizando a linguagem audiofônica, continua usando elementos próprios dessa produção”, ressaltou o professor, para explicar como essas novas formas de comunicação sonora são continuação do rádio.

Para Carvalho, as mudanças não devem alterar, porém, as vocações do veículo, para torná-lo mais educativo, por exemplo. “Houve sempre a expectativa de que o rádio tem um papel educativo, quando, na verdade, ele nunca cumpre esse papel. Já vem com uma característica de entretenimento ali na década de 1940, que se consolida ao longo das próximas três décadas”, destaca o professor. Ele pondera, entretanto, que a comunicação sonora pode dar suporte à educação com produtos como audiolivros ou mesmo cursos ministrados pelo rádio.

A grande mudança, na avaliação de Carvalho,  poderá ser a incorporação cada vez maior do rádio por outros produtores de comunicação, em uma convergência. “A grande mudança é se o rádio vai continuar sendo produzindo por profissionais dentro de uma emissora AM/FM ou se, na verdade, essa linguagem, que é do áudio, vai ser incorporada por outros profissionais, outras redações, outros espaços. Cada vez mais, nós vamos fazer um texto que seja multimídia, ou seja, é transmidiático”, acrescenta.

Fonte:Agência Brasil

sábado, 14 de fevereiro de 2015

"Rádio digital pode fazer meio se aproximar dos jovens", diz pesquisador

O Dia Mundial do Rádio foi comemorado no último dia 13 de fevereiro. A data foi criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2011. Para celebrar a data, o Portal e as Rádios EBC promoveram um bate-papo especial para discutir a importância histórica do rádio e seu futuro na era digital.

Participaram da conversa a editora-chefe do serviço brasileiro da Rádio França Internacional (RFI), Maria Alencar; e o professor doutor e vice-coordenador do mestrado em Mídia e Cotidiano da Universidade Federal Fluminense (UFF), João Batista Junior. A mediação foi da gerente regional das rádios EBC de Brasília, Taís Ladeira.

Com declarações apaixonadas pelo veículo, Maria Alencar lembrou a sua trajetória profissional. “Eu trabalho no rádio há 30 anos e continuo apaixonada por este veículo. A missão da Rádio França é quase pedagógica, de apresentar o mundo para quem não tem acesso”, afirmou. Ela citou uma pesquisa que saiu hoje em Paris, de onde participou do hangout, que as pessoas ouviram mais rádio em 2012 do que em 2011.

João Batista lembrou o papel de prestação de serviço do rádio, principalmente em regiões afastadas do país. “A prestação de serviço não pode ser esquecida, mesmo que alcance só três pessoas”, comentou.

Sobre a digitalização do rádio, o professor doutor apontou a possibilidade do fenômeno fazer com que o meio se aproxime dos jovens. “A rádio ainda está afastada dos jovens, e a digitalização pode ajudar neste sentido”, ressaltou, informando que o rádio fica com apenas 4% da fatia de toda a publicidade veiculada na mídia.

O encontro foi transmitido via hangout, ferramenta de videoconferência da rede social Google+. Além do Porta EBC, participaram da transmissão as rádios Nacional  de Brasília, Nacional da Amazônia e Nacional do Alto Solimões.

Abaixo você pode rever o hangout especial em comemoração ao Dia do Rádio:


Fonte: EBC

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Unesco celebra os 'jovens' no Dia Mundial do Rádio

Data é comemorada esta sexta-feira, 13 de fevereiro; agência da ONU disse que o tema deste ano ressalta inclusão, desafios, oportunidades e o futuro dos jovens no rádio.
A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, celebra esta sexta-feira, 13 de fevereiro, o Dia Mundial do Rádio. A data foi escolhida por ser o mesmo do dia da criação da Rádio ONU, em 1946.

O tema deste ano é "O Jovem e o Rádio" que tem como foco a inclusão, os desafios, as oportunidades e o futuro dos jovens.

Clique aqui para escutar depoimentos sobre a Rádio ONU

Discussão

A Unesco acredita que o mais importante não é direcionar a discussão, mas sim, perguntar aos jovens o que é importante para eles.

Para marcar a data, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou que a Rádio ONU transmite milhares de notícias por ano.
Ban disse que o rádio é um importante meio de comunicação para 1,8 bilhão de jovens em todo o mundo.

Segundo Ban, "no momento em que a comunidade internacional prepara os novos objetivos de desenvolvimento sustentável e um novo acordo sobre o clima, o mundo deve escutar as vozes da juventude urgentemente".

Desemprego

A Unesco é a agência da ONU que lidera as comemorações sobre o Dia Mundial do Rádio. De Paris, o consultor da Unesco Leandro Pereira França, falou à Rádio ONU sobre a participação do jovem nesse veículo. Para ele, o rádio pode servir como meio de inclusão social também.

"A taxa de desemprego entre os jovens chega a ser 2,8% a mais do que a da população em geral, dois-terços dos jovens estão em situação de desemprego. E essa falta de inclusão no mercado de trabalho também ocorre nas empresas de mídia, nos meios de comunicação. As rádios falham, muitas vezes, em representar os jovens, incluir mais vozes jovens em sua programação. Então, a Unesco busca encorajar uma programação voltada para os jovens, que vá além dos programas de música e entretenimento, que inclua os jovens como entrevistados, como membros de suas equipes, como produtores de conteúdo para desenvolver programas feitos por jovens para jovens."

Telefones

Um exemplo desses programas feitos pela juventude vem da Rádio Nacional de Angola.
Geração Viva é a nova proposta, é a palavra para os jovens. Neste espaço eles falam sobre seus problemas ou, como os angolanos chamam, de "suas makas", trocam experiências e aprendem ouvindo opiniões de especialistas ligados aos mais variados assuntos de interesse da juventude.

No Brasil, uma entidade privada tem se dedicado a formação de novos profissionais, entre eles muitos jovens que querem entrar no mercado da comunicação.

Do Rio de Janeiro, o diretor da Escola de Rádio, Ruy Jobim, falou à Rádio ONU que, atualmente, a ligação do jovem ao rádio tem aumentado graças também à mídia social.

"Hoje o rádio está mais ligado ao jovem e o jovem mais ligado ao rádio através dos gadgets. Através dos telefones, da internet e de outras plataformas nas quais o rádio pegou carona. Nós temos o rádio FM que se adapta facilmente ao telefone celular, já o rádio AM não teve a mesma sorte, ele ficou de lado. O que está acontecendo é que o jovem ouve rádio, sim, mas em outras plataformas.

Para Ruy Jobim, o rádio tem vida longa garantida como veículo de informação.
"O rádio é fantástico, ainda é muito cobiçado e é muito ouvido. Todos ainda têm um rádio, um rádio tradicional, pela internet ou pelo celular. Então o rádio continua sendo rádio: morrer, jamais!"
O diretor da Escola de Rádio disse que só a tecnologia pode dizer como o rádio será daqui para frente, mas Jobim afirmou que "aonde tiver um punhado de música, informação e entretenimento, entrevistas e humor vai haver rádio".

Já para a Unesco, a entrada de jovens no mercado de rádio não está livre de preocupações que a agência tem com a segurança de jornalistas em geral.
"Outro tópico importante é a segurança de jovens jornalistas, que muitas vezes seguem para regiões de conflito e regiões de desastre sem treinamento, sem apoio e sem os equipamentos necessários para mostrar o seu valor e sua competência e que podem fazer um bom trabalho."

Pereira França disse ainda que a agência da ONU busca promover uma discussão em torno desse assunto, fazer com que as rádios incluam os jovens em sua programação e treiná-los para que possam produzir programas para esse público.

Escrito por: Edgard Júnior
Fonte: Rádio ONU