terça-feira, 16 de junho de 2015

Regulamentação da mídia em debate

O apresentador Lalo Leal recebeu no Ver TV do dia 26 de março especialistas para discutir os principais pontos que podem integrar um marco regulatório na área de comunicação e a polêmica em torno do assunto.

Aqueles que defendem a nova legislação almejam maior democratização da mídia. Isso significa aumentar a diversidade de conteúdos, produzidos em diferentes regiões do país, além de estimular a participação da sociedade nos meios de comunicação.

O programa recebeu o pesquisador e jornalista Venício Lima, professor da Universidade de Brasília (UnB), a deputada federal Luciana Santos (PCdoB-PE) e o secretário de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José, que foi deputado federal pelo PT e é professor de comunicação da Universidade Federal da Bahia.

Os especialistas discutiram a importância dos artigos da Constituição que preveem a regionalização do conteúdo e a complementaridade dos sistemas público, estatal e privado de comunicação.
"Por que no Brasil, ao contrário dos países da América Latina e democracias liberais consolidadas, o debate da democratização da comunicação não avança?", questiona-se o sociólogo Venício Lima, que escreve para os sites Observatório da Imprensa, Carta Maior e Teoria e Debate. "Mesmos países como a Inglaterra e os Estados Unidos têm regulação dos meios de comunicação", acrescenta.
A deputada Luciana Santos foi relatora de um projeto que regulamenta o direito de resposta dos meios de comunicação. No programa, a parlamentar rebateu críticas que associam um possível marco regulatório da comunicação a uma forma de proteger os políticos da mídia. "O que existe hoje nos meios de comunicação não se resume a ataques à política, mas ao cidadão também."
"No Brasil, concorre-se ao parlamento ao lado de um cidadão que possui uma emissora de televisão ou de rádio", destaca o jornalista. "É por isso que todos os que lutam pela democracia vão continuar insistindo na regulamentação, que pode nos propiciar uma mídia bem mais democrática", conclui.

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Apresentador / Editor Chefe: Lalo Leal
Direção de Estúdio: Pola Galé
Pesquisa e Pauta: Renato Fanti
Produção Executiva: Vitor Chambon
Gerente de Produção: Aline Penna

“Rádios comunitárias devem expressar diversidade brasileira”, diz secretário


Brasília, 15/06/2015 - O secretário de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, Emiliano José, defendeu, nesta segunda-feira (15), durante um seminário realizado na Assembleia Legislativa de Sergipe, a participação de militantes políticos e religiosos em rádios comunitárias. "Eles não podem dirigir a rádio, mas podem e devem participar de debates, apresentar programas. Essa é a nossa posição. Democratizar significa também respeitar a diversidade cultural, ideológica e política do povo brasileiro. As rádios comunitárias devem ser expressão dessa diversidade", argumentou. Emiliano José afirmou que o serviço de rádio comunitária é uma prioridade da atual gestão do Ministério das Comunicações. Entre as ações em andamento, o secretário mencionou a desburocratização dos processos. "Nós queremos diminuir o número de documentos solicitados para autorizar o funcionamento de uma rádio comunitária. Há algumas informações que nós mesmos podemos conseguir e não precisamos pedir aos cidadãos, que às vezes têm mais dificuldades para ter acesso", explicou. O secretário destacou, também, a importância da descriminalização das rádios comunitárias. "Nós precisamos enfrentar esse problema e estamos conversando com a Anatel para diminuir o fechamento das emissoras. Infelizmente, não basta um gesto de vontade do Ministério das Comunicações. Nós precisamos de medidas legislativas que assegurem a descriminalização das rádios comunitárias." Atualmente, a operação de uma emissora comunitária irregular é punida com detenção de um a seis meses. O crime é previsto no artigo 70 do Código Brasileiro de Telecomunicações, de 1962. Promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados, o seminário teve o intuito de divulgar a política desenvolvida pelo MiniCom e também de esclarecer dúvidas dos radiodifusores do Estado.